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Aceder a um pedido destes é, sem dúvida, para mim, não só um imperativo de consciência humana, mas também, um acto de homenagem!! Aqui fica o texto que me enviaste e o meu profundo agradecimento por me permitires contribuir para esta tua causa!! Tens um enorme coração de oiro, Abel!! Bem hajas por seres como és...!!
Citação:
Vou substituir a poesia pos este texto fantantico de conteudo humanista que me foi enviado por um jovem,o Ruben,talvez das personagens que mais me marcou aqui na net.Escreveu-o para o meu grupo dos sem abrigo e merece toda a nossa atencao e reflexao.Este jovem lançou um livro de poesia de titulo METANOIA,AQUE SE ENCONTRA A VENDA NA FNAC.Deixo-te este depoimento pala grandeza do seu conteúdo humanístico,
DO MEU AMIGO E IRMÃO RUBEN QUE ENCONTREI POR AQUI NA NET.PELA MENSAGEM QUE TRANSMITE,PELA FORÇA MORAL QUE ENCERRA,COLOCO-O,MESMO SEM FALAR COM O RUBEN,NO MEU PERFIL.UM JOVEM FANTÁSTICO ESTE MEU IRMÃO.
Um mendigo so o e porque mendiga. Somos nos, la do alto do nosso assento, la do alto do nosso orgulho, da nossa cegueira, da nossa pobreza, que atribuimos de leve ao mendigo o substantivo derivado do verbo mendigar. E mendigar eh pior do que pedir, eh pior do que nao ter; mendigar eh um pedir de olhos baixos, envergonhados, eh quase uma resignacao a ter que ficar com o que sobra, como um pobre cao que guarda as migalhas que lhe caem da mesa do dono... e vai come-las, no silencio da sua casota. Mas, o mendigo muitas vezes eh menos mendicante do que nohs, que mascaramos a nossa falta de amor e de liberdade por tras de um hipocrisia sem fim, de um medo de assumir, de crescer e tudo largar e simplesmente correr! Para muitos, a vida encarrega-se de o despojar, ja que por si so nunca o faria. O estatuto, o dinheiro, da poder, poe galoes nos ombros porque sem eles nao se eh nada... A vida encarrega-se de desmentir tudo isto. As barreiras que se criam ao estendermos perante os nossos iguais a soberba de um estatuto, por inteiro se quebram quando dele estamos privados. E so no despojamento total podemos olhar e ver como eram de barro os pes dos idolos que adoravamos. No despojamento nao ha estatutos, senao rotulos como mendigo, ou inadaptado. No despojamento ha outra dimensao que somos obrigados a cultivar - o Ser. Temos de nos valer pelo que somos, porque agora os galoes nao sao mais do que ruinas de um tempo seivado de pobreza de espirito. Oh meu Deus, feliz do que todo se despoja, do que toca o chao poeirento, com humildade, e porque desceu a Terra, mais plenamente subira aos Ceus. Feliz daquele que quebrou todos os muros entre si e os outros homens, e aprendeu a ve-los no mesmo horizonte, nem mais alto, nem mais baixo. Feliz do que Ama plenamente! Quero dedicar estas minhas palavras a uma pessoa do meu curso, que em tempos foi mendigo, e hoje eh dos mais dedicados e interessados condiscipulos que encontrei em toda a minha vida.
Beijos querida
Adorava que o publicasse no perfil,é um texto fanfástico como podes ver.
Pedido 8/Abr/2008 12:48
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BEIJO TERNO